quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dinâmica de um Paradoxo - Não tentarás o Senhor


Em Agosto de 2010 comecei a escrever este blog para ajudar os nossos catequistas. Com o passar dos tempos fui vendo que estava no caminho certo pois o nosso blog com pouco mais de um ano atingiu a faixa de 100.000 visitantes. Para comemorar esta data resolvi fazer uma dinâmica de interação com os nossos visitantes. Esta dinâmica consiste em um paradoxo que  cada um dos nossos amigos pode responder comentando ou divulgando o seu paradoxo para reflexão e será publicado, desde que sejam respeitados todos os argumentos para o bom senso e o bem comum.
 Eis o meu Paradoxo:
 Deus é onipotente, por isso pode fazer tudo, logo Ele é o Deus do impossível. Pergunta-se: Ele pode criar uma pedra que Ele não possa erguer? Se não pode criá-la, não é onipotente; se pode, então também não é onipotente, já que ao criá-la estaria originando algo que não poderia fazer (levantar o que tinha criado). Mas Ele é o Deus do Impossível! Como pode fazer algo que é impossível ser feito?
Em língua portuguesa, o paradoxo mais citado talvez seja o célebre soneto de Luís de Camões:
"Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;”
Mas como pode isso também se Deus é amor e em Deus não existe dor, tristeza ou qualquer sentimento negativo?
Esta dinâmica serve para refletirmos nos valores da vida, respeitar principalmente o que é de ordem Divina e saber obedecer mais a Deus do que tentar compreende-LO. A Palavra e o Poder de Deus deve ser obedecido e não tentado. Dt 6, 16.

Para ajudar segue abaixo uma pequena explicação sobre paradoxo.
Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade". A identificação de um paradoxo baseado em conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e matemática.
A etimologia da palavra paradoxo pode ser traçada a textos que remontam à aurora da Renascença, um período de acelerado pensamento científico na Europa e Ásia que começou por volta do ano de 1500. As primeiras formas da palavra tiveram por base a palavra latina paradoxum, mas também são encontradas em textos em grego como paradoxon (entretanto, o Latim é fortemente derivado do alfabeto grego e, além do mais, o Português é também derivado do Latim romano, com a adição das letras "J" e "U"). A palavra é composta do prefixo para-, que quer dizer "contrário a", "alterado" ou "oposto de", conjugada com o sufixo nominal doxa, que quer dizer opinião. Compare com ortodoxia e heterodoxo.