terça-feira, 10 de junho de 2014

Baú dos Desejos - Dinâmica avaliativa, celebrativa e escolhas


“Baú, local de guardar os nossos Tesouros ou coisas que não precisamos mais?” 

Objetivo: Descobrir o verdadeiro valor de um baú em nossas vidas; Valorizar nossos desejos, não como sentimentos que sentimos e não sabemos explicar, mas como vontade de realizar algo de bom que faça a diferença em nossas vidas; valorizar o que realmente é um Tesouro para nós e guardarmos no lugar mais seguro, porem de fácil acesso.

Material: Preparar 3 baús: 1 grande que caiba 2 menores. Os dois menores serão opostos. Um cheio de presentes para todos; Outro cheio de papel em branco. 3 envelopes com as chaves dos baús.
Como preparar: No primeiro baú você colocará mensagens em cartõezinhos com bombons. O conteúdo da mensagem deve ser de otimismo, autoajuda ou até mesmo os seus desejos para a turma. O baú pode ser totalmente revestido com tecido preto dentro, para ficar bem escuro. Uma abertura que caiba apenas uma mão. Se possível, que os bombons sejam variados.  O conteúdo do baú deve ser segredo até que sejam retirados os primeiros.
O segundo baú deve estar repleto de folhas de papel A4 divididas ao meio. Uma unidade para cada participante. Se sobrar não tem importância. Não deve faltar.
O terceiro baú, um grande com os demais dentro. Decore à sua maneira ou de acordo com o tema desenvolvido na reunião. O baú deve permanecer com os demais dentro e fechado até o término da reunião e início da avaliação.  Deixe em local de destaque para provocar curiosidade.
Desenvolvimento: O facilitador pergunta aos participantes para aumentar a curiosidade: Para que serve um baú? O que você guarda no seu baú? Depois de ouvir as respostas abra o primeiro baú. Verá então os outros dois. Explique as definições de baú.
Definição de baú. Caixa retangular, geralmente feita de couro. Os baús são usados com frequência duas utilidades: A primeira seria para guardar nossas joias, tesouros que são usados apenas em momentos especiais. A segunda seria para guardar coisas que muitas vezes pensamos ser inúteis e que só atrapalham. Quando não temos outra coisa para usar, lembramos do velho baú, remexemos seu conteúdo e... Lá está aquilo que mais precisamos.
Quais dos dois baús estarão os tesouros?
Abra então o baú das folhas de papel em branco. Peça para cada pessoa pegar uma folha. Pedir para alguém distribuir para ser mais rápido. Existem também duas definições para estas folhas.

Primeiro: “A vida da gente é uma viagem em que a bagagem que carregamos faz toda diferença.” Veja esta folha em branco. (peça para que as pessoas agitem a folha no ar. Verá que a mesma faz um barulho muito grande.) A maioria das pessoas vai colocando em suas bagagens tantas coisas inúteis que só servem para atrapalhar: (Peça para que os participantes amassem uma vez a folha ao pensar em cada um dos problemas de suas vidas. Um amasso para cada problema.

Ajude-os a se libertarem, seduzindo-os a refletirem em suas dificuldades)  Planos e ideais de terceiros que não são de acordo com os objetivos de suas vidas; aprendizagem e informações que valorizam apenas o TER; o SER mais importante do que os outros, mesmo sabendo que cada um tem seu grau de importância em qualquer circunstâncias da vida; Valorizar apenas o que você faz sem dar importância ao trabalho dos demais; etc. Agora peça para abrirem a folha e agitarem mais uma vez. (observe que já não faz tanto barulho) Pergunte agora o que eles gostariam de se libertar? Ou até mesmo a libertação do grupo, como: falta de união, de ajuda mutua, acolhida, espiritualidade, Deus... (Estenda a reflexão até a folha ficar bem amassada. Peça para abrir a folha novamente e agitá-la mais uma vez. Agora não faz mais barulho.)

Segundo: “Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” Lucas 12: 34. Agora peça para que os participantes escrevam em suas folhas de papel totalmente amassadas, mas vazias de tanto barulho inútil, os desejos que estão guardados em seus corações, e que gostariam de colocar em prática para a melhoria e bem estar do grupo. Lembrando que como é um grupo, deve-se levar em consideração o bem comum. Estes desejos serão colocados de volta no baú e lacrados. Só será aberto na festa de confraternização do grupo, no final do ano, quando saberemos quem alcançou o seu objetivo. Vale ressaltar que cada um deve se esforçar o máximo para realizar o seu desejo. A caridade é fundamental por se tratar de um grupo, então a humildade dever prevalecer. Caridade para sabermos quem e quando alguém está precisando de ajuda. Humildade para pedir. Decidir com o grupo onde que o baú deve ser guardado. A chave do baú será a confiança.
Ao depositar no baú os seus desejos, cada pessoa pode colocar a mão dentro do outro baú e tirar para si um doce desejo.

Modelo dos desejos
Desejo, primeiro, que você ame, e que, amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que você tenha amigos que, mesmo maus e inconsequentes, sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos em um deles você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro. Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil ,mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste. não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com a máxima urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal, porque, assim, você se sentirá bem por nada. Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem. Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar, sofrer e sem se culpar.
Desejo por fim que você, sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que, sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

“E se tudo isso acontecer, não tenho mais a desejar.”
Victor Hugo