domingo, 20 de outubro de 2013

Dinâmica dos Discípulos de Emaús - Aprendendo com Jesus - Sexto Passo -

Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. Jo 15:16. 
Com esta passagem bíblica percebemos que o nosso trabalho evangelizador faz parte do plano de Deus para a salvação da humanidade. Fomos escolhidos e enviados pelo Próprio Deus a sermos discípulos. Más, diante das dificuldades somos tentados a nos afastar do projeto Salvífico do Senhor por faltar em nós uma característica que é própria de Jesus e sem ela não dá para evangelizar. Esta característica é a acolhida.
Simbolicamente, o retorno a Emaús, da parte dos dois discípulos poderia significar uma fuga da realidade dura com a qual se depararam: o grande sonho havia se diluído na cruz! O que eles tinham projetado, esvaíra-se em pouco tempo! Faltavam forças para continuar o que tinha sido iniciado tão esperançosamente. 

Chegando o cair da tarde e com a certeza de que a caminhada com o viandante foi lentamente preenchendo o vazio e a desolação provocada pelos últimos acontecimentos, surge então o hospitaleiro convite: Fica conosco! E Jesus aceita o convite. A hospitalidade faz o visitante sentir-se em casa, cuidado, acolhido sem reservas. E assim, abrigado, pode comer, beber e descansar, afinal a viagem foi longa e fadigosa. O peregrino lhes dá a oportunidade de praticar a generosidade e a gratuidade; ele pede para fazer morada em seus corações. A acolhida afetuosa dos dois discípulos, a delicadeza e a didática de Jesus fazem desta passagem evangélica um dos mais belos episódios do relacionamento humano. No aconchego da casa a relação que foi sendo tecida na caminhada, agora vai se fortalecendo através dos vínculos afetivos. 

A palavra acolhida é salvífica e reveladora do mistério de Deus e de sua vontade. Acolher: significa = admitir em sua casa ou companhia, receber bem, hospedar, amparar no sentido de prestar auxilio e sustentar na queda, defender, apoiar, etc.
O ato de acolher faz parte da essência humana. Fomos em primeiro lugar acolhidos por Deus: “façamos o homem a nossa imagem e semelhança” (Gn 1,26). “Antes de formar você no ventre de sua mãe: Eu o acolhi, o conheci, o consagrei”, Jr 1,5. Deus te acolheu, escolheu, consagrou, ungiu, aceitou e te aceita como você é. Isto é irrefutável, pois prova disso são tantas possibilidades que o Senhor nos concede como acolhida divina e igual para todos: sua família, sua vida, seus dons, sua vocação, meio ambiente, presentes inigualáveis...
Este é o quinto passo da pedagogia catequética de Jesus: A Acolhida. Jesus foi o primeiro e grande acolhedor do Novo Testamento, como provam tantos episódios do Evangelho, vejamos alguns exemplos:
Jesus escolheu e acolheu os apóstolos e discípulos para que seus propósitos se concretizassem (Mt 10,1-8). 


Acolheu sem discriminação ou preconceito, pessoas tidas como pecadoras: cobradores de impostos (Mt 9,9-13), prostitutas (Lc 7,36-50), leprosos (Lc 17, 11-19; Mc 1,40-42) e outros tipos de doentes ou de pessoas consideradas impuras (Mc 6, 55-56). 

São Paulo, recomenda: 


“acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu para a glória do Pai”. Rm 15,7

“Acolhei aquele que é fraco na fé, com bondade, sem discutir as suas opiniões”. Rm 14,1

“acolhei-o no Senhor com toda a alegria e tratai com grande estima homens assim”. Fl 2,29

O Documento de Aparecida (DA, nn. 353-357) explica a ação de Jesus, destacando a acolhida como um serviço fundamental na Igreja. Mostra que a acolhida feita por Jesus é um gesto de amor e que só quem ama acolhe aqueles que são vítimas do desamor. A acolhida provoca transformações mútuas. Ao acolhermos, somos simultaneamente, acolhidos e essa reciprocidade é transformadora, provocadora de situações que geram outros gestos de amor.


Ser acolhedor (a) é o primeiro sinal da presença de Cristo em cada momento e encontro de catequese. Através da acolhida, personalizada e carinhosa seremos capazes de levar as crianças, adolescentes e jovens a descobrirem o verdadeiro sentido do encontro amoroso com Deus. 

Aqui fica um último ensinamento de como sermos acolhedores.

“Eu garanto a vocês: quem não receber como criança o Reino de Deus, nunca entrará nele”. Então abraçou as crianças e abençoou-as, pondo a mão sobre elas. Mc 10,15-16.

Jesus mostra como Ele acolhia e cativava a todos com um simples gesto de amor e carinho. O Catequista, discípulo missionário que deseja seguir o mestre não pode deixar de lado esta extraordinária característica da Pedagogia Catequética de Jesus.

Agora precisamos descobrir o que acontece quando nos tornamos bons acolhedores. Leia Lc 24,30. Responda nos comentários, visite nossa Fan Page e curta https://www.facebook.com/catequeseedinamica Você vai concorrer a um Dvd com 10 filmes bíblicos do velho e novo Testamento.